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Duvidar para começar, crer para conseguir

Em 26/07/2010 às 10h54


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Para Aristóteles a dúvida é o princípio da sabedoria, pois duvidar é atividade de não aceitar como certo ou errado uma determinada proposta sem a devida investigação posterior ou uma reflexão mais profunda e crítica sobre a questão. Isso é importante, porque é pelos sentidos que temos contato e fazemos à construção de uma realidade, a qual interpretamos e nos adaptamos, reagindo a ela. Todavia, os sentidos não são infalíveis e podem nos levar a falsos julgamentos, seja pela questão de ser traída pelos sentidos, seja pela falha em nossa linha de raciocínio. É a racionalidade limitada, como bem demarcou o ganhador do prêmio Nobel de Economia Herbert Simon. Além disso, o nosso tempo e as informações são limitadas também. Deste modo, precaução e cautela sempre foram ótimas companheiras do homem ajuizado, a tal ponto de ser considerada a prudência, por Pitágoras, o olho de todas as outras virtudes.
Assim, na correria do dia-a-dia não deixemos de reservar parte de nosso tempo para uma pausa e reflexão, pois pode ser que neste pequeno lapso de tempo as preciosas intuições e inspirações fluam como água abençoada que sacia a sede de conhecimento e de decisões, tranqüilizando assim a consciência. É nas horas mais difíceis que o tempo parece ser escasso e precisamos assim “esticá-lo” para ter condições de fazer certo o que precisa realmente ser feito e não aquilo que gostaríamos, num primeiro impulso, de fazer. Tranqüilidade e calma, estudo e meditação são caminhos seguros para acertar mais do que errar, pois somos todos seres ainda imperfeitos. Mas a busca da perfeição ou de uma condição melhor não é impossível. Os tombos fazem parte do caminho e da caminhada, mas nada louvável do que levantar, tirar o pó e continuar em frente.
Se um dia navegar era preciso para engrandecer a alma e a vida, hoje é necessário criar e se distinguir na multidão. É preciso levar a vida para voos mais altos, saindo da estreiteza horizontal do ego e adentrando em ares mais amplos e verticais de consciência do próprio ser. É conhecer-se a si mesmo e as riquezas do seu coração para cultivar com a mente e os músculos do corpo a lista de serviços da caridade, a qual servirá como testemunha fiel para os outros homens. Nada mais justo, nada mais lógico do que as nossas obras e pegadas na Terra mostrem o destino que nós escolhemos. E se um dia houve dúvidas, que venha o dia da certeza de quem plantou o bem, colherá apenas e unicamente o bem. Ponto novamente para os prudentes!

 
Paulo Hayashi Jr
Doutorando em Administração pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

Autor: Paulo Hayashi Jr


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